Hoje dois de novembro de 2010, dia de finados e uma descoberta: a morte não escolhe idade, classe social, beleza, felicidade, ela simplesmente chega pra todos, sem hora e sem data marcada. A morte é assim: ela não liga se você vive radicalmente, não liga se você enfrenta o mar todos os dias, um dia ela chega e te leva com uma desculpa esfarrapada como uma febre, por exemplo. Ela chega e interrompe tudo, sonhos, projetos, a felicidade. Ela não perdoa ninguém, ela não quer saber se você tem filhos, se o casal está feliz a espera do primeiro filho, ela não quer saber se você é o único filho, ou o caçula, ela não segue a ordem natural das coisas. Ela chega de surpresa e é tão forte que consegue desestruturar uma família, ou às vezes juntar mais ainda. A morte é muito dura, mesmo que ela te avise todos os dias que vai levar alguém que você ama, quando ela cumpre a promessa aí sim você percebe como é difícil, como dói. Nessas horas é que você descobre o seu poder de amar e é nesses momentos também que você percebe: Não somos nada, não temos poder sobre nada e que tudo na vida é vaidade. Eu já passei por essa dor, já faz um ano e cinco meses, a ferida parece que nunca vai cicatrizar, é algo que dói todos os dias. O que resta é pedir pra Deus curar essa dor e proteger a todos que amamos.
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